Caráter progressista da ciência espírita:
![]() |
| A Ciência progredi com as pesquisas. Com o Espiritismo não seria diferente |
“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.”1
![]() |
| Allan Kardec, Fundador do Espiritismo |
Outro aspecto relevante é a preocupação de Kardec em refutar teorias e sistemas que dão outras explicações aos fenômenos espíritas. O “Livro dos Médiuns” possui um capítulo dedicado a isso. Trata-se do capítulo IV da primeira parte que se chama “Dos Sistemas”. Evidentemente, trata-se de uma defesa de argumentos contra a Doutrina que circulavam à época da revelação. No entanto, no ano do desenlace de Kardec, o Espiritismo sofreu severo ataque de um filósofo alemão chamado Eduard von Hartmann2, que analisou os fenômenos espíritas e lançou a teoria anímica, descartando a espírita proposta pelo Espiritismo. Sumariamente, a teoria anímica consiste em atribuir ao próprio médium a origem de todas as comunicações. Mesmo estando inconsciente, ele seria o responsável pelos fenômenos sem nenhum tipo de intervenção inteligente extracorpórea. O interessante nessa questão é perceber que os Espíritos falaram abertamente a Kardec sobre o animismo, porém com outro nome: sonambulismo. Admitiram ser perfeitamente possível que “a alma do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro...”3, sem prejuízo a teoria espírita.
![]() |
| Ernesto Bozzano, pesquisador Espírita |
Um dos desafios que a teoria espírita enfrenta atualmente está na estreita relação, do ponto de vista de seus sintomas, entre os fenômenos espíritas e os transtornos psicóticos, como por exemplo, a esquizofrenia. Esse debate suscita alguns questionamentos, tais como: como distinguir o que é influência espiritual daquilo que é patológico? Será que todo transtorno psicótico sofre de influência espiritual? Será que a recíproca é verdadeira? São perguntas que devem ser pesquisadas para promover o progresso necessário a teoria espírita, tornando-a atual e consistente. Atualmente, existem pesquisadores na área de psiquiatria que estudam a fronteira entre as doenças psíquicas e mediunidade. Ressaltamos, entre eles, o Prof. Dr. Alexander Moreira-Almeida, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (NUPES). O NUPES faz parte do programa de pós-graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
![]() |
| Alexander Moreira-Almeida, psiquiatra |
Por João Viegas
Referências
1) KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 38ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Capítulo I, Caráter da Revelação Espírita, ítem 55.
2) MIRANDA, Hermínio C., Diversidade dos Carismas. 8ª ed. Rio de Janeiro: Instituto Lachâtre, 2013. 1 Teoria e a Experiência, Cap III Animismo.
3) KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Influência do Espírito pessoal do médium, Capítulo XIX – Do Papel do médium nas Comunicações Espíritas, Segunda Parte – Das manifestações espíritas.




Nenhum comentário:
Postar um comentário